quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Como me encontrei na política

O início:
2010, ano de minha formatura do ensino médio. Minha personalidade política não era ainda formada, mas tinha consciência de alguns temas como: distribuição de renda, reforma agrária, desigualdade social, capitalismo e socialismo. Eram, na verdade, os temas mais batidos em sala de aula e que eu precisava saber para obter sucesso nas provas.
Em 2011 entrei num cursinho pré-vestibular social, e lá tive meus primeiros contatos com debates políticos. A maioria dos professores eram de esquerda e me incentivavam bastante a ler autores socialistas. Assim o fiz, li alguns artigos que defendiam o socialismo e depois de alguns meses já me considerava de esquerda.
Passado alguns anos, mudei de cursinho. Agora privado. Tive a oportunidade de ter ainda mais contato com a política, e não foi diferente: 90% dos meus professores eram de esquerda, e me apresentaram à revista Carta Capital. Eu achava o máximo, compartilhava com todos suas reportagens julgando que aquilo era a verdade absoluta. Afinal quem era eu, para ir contra meus professores? Eles eram modelos de inteligência para mim, e isso me influenciou bastante.


O confronto:
Entretanto, em meados de 2013, tive uma conversa longa (sobre política) por telefone com meu ex-namorado, hoje um amigo, J.C. A princípio joguei todos os meus conhecimentos políticos que eu tinha. Defendia o socialismo com unhas e dentes. Até que percebi que todos os meus argumentos estavam sendo duramente refutados. Entrei em parafuso, fiquei confusa, pensativa e até chateada com ele na época. Comecei a pesquisar sobre alguns autores libertários: Hayek, Mises, Rothbard... E nossa, tudo aquilo que eu acreditava ser verdade por anos tinha ruído. Muitas falácias, muitas estatísticas feitas sem o menor cuidado, distorções e foi então que eu percebi que era enganada. Não só eu, como muitas pessoas também eram. Foi triste no começo, mas libertador a longo prazo.


Atualmente:
Concluindo, não sou, em hipótese alguma, dona da verdade. Só defendo o libertarianismo porque acredito que hoje, seja o melhor para o meu país. Defendo acreditando que o livre mercado seja a solução para preços e descaso de muitas empresas com seus clientes.
No Brasil quem mais paga os impostos são os próprios pobres; enquanto os ricos podem comprar as coisas de fora e livrar-se dos tributos, os pobres precisam comprar as coisas no Brasil, com altíssimos impostos embutidos. Rico não precisa de crescimento econômico, ele já é rico o suficiente para não se abalar com essas coisas, mas os pobres precisam de um crescimento econômico, gerado pelo mercado, para que consigam mudar de vida e melhorar sua situação. As pessoas que hoje em dia recebem Bolsa-Família não iriam precisar disso se, antes, o estado não as tivesse afundado em impostos e regulamentações que impedem o seu crescimento próprio. Por isso estou aqui para expor minha ideias. Sejam todos bem-vindos!

Nenhum comentário:

Postar um comentário